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Davi. Mas, ele era um homem segundo o coração de Deus. Mas ele queria a vontade de Deus mais do que sua própria vontade.

09/01/2014

Histórias falsas na internet - Hoax Gospel


Por Jarbas Aragao 
Os evangélicos em muitos lugares do Brasil são chamados de crentes, mas isso não significa que creem em tudo que leem. Infelizmente, devido ao grande número de notícias bizarras e vergonhosas envolvendo pastores e igrejas, as pessoas já se acostumaram a ver esse tipo de coisa.
De tempos em tempos surgem matérias falsas, que são reproduzidas em sites e blogs, alguns deles até de conteúdo evangélico. Infelizmente, a maioria dos donos dessas páginas não se dá ao trabalho de investigar se a notícia procede, qual a fonte, etc.
Em tempos como os nossos, onde as redes sociais e o e-mail acabam divulgando ideias a uma velocidade impressionante, não é difícil verificar o grande número de bobagens que são repassadas toso os dias como se fossem autênticas. Sejam textos e frases atribuídos a autores que não os escreveram, sejam imagens tão bem manipuladas que parecem verdadeiras, sejam vídeos com os mais variados devaneios, tudo é “consumido e digerido” pela sociedade.
Mas quando essas falsas notícias usam o nome de pastores e/ou igrejas, podem causar muito constrangimento. Pior ainda quando são repassadas pelos próprios evangélicos.
A mais recente a repercutir na internet brasileira é sobre um pastor africano chamado Franck Kabele, líder de uma Igreja em Libreville, capital do Gabão.  Ele teria recebido uma revelação que, se os fiéis tivessem fé o suficiente, seriam capazes de andar sobre as águas como Jesus. Ao tentar repetir o milagre bíblico, morreu afogado. As fontes indicadas são uma revista chamada Celebrity e um jornal de nome Glasgow Daily Record.
Uma pesquisa no site do jornal indica que tal matéria nunca foi publicada. O mesmo vale para a Celebrity, que como o nome indica, só apresenta fofocas de celebridades europeias, sem espaço para notícias de pessoas desconhecidas.
Em uma rápida pesquisa na internet, o Gospel Prime encontrou essa mesma notícia com data de 30 de agosto de 2006, vinda de uma única fonte. O fato de ser de um site dos EUA e não do Gabão é um sinal de alerta. Todas as demais matérias são cópias, algumas mudam um detalhe ou outro.
Embora possa parecer divertido para os ateus reproduzirem esse tipo de notícia e aproveitar para ridicularizar os evangélicos, o blog Friendly Athesist está pedindo que eles parem de fazer isso. E por dois motivos: primeiramente, por que é um hoax (notícia falsa) e depois por que “não pega bem” os ateus espalharem uma mentira sob pena de perderem a credibilidade.
Porém, não é essa a única notícia falsa deste início de ano. Também circula a notícia de que um chip subcutâneo seria inserido em todas as crianças nascidas na Europa a partir de maio de 2014.
O procedimento seria feito pelos hospitais no momento do nascimento. O microchip registraria nome, tipo sanguíneo, data de nascimento e emitiria um sinal de GPS para localização. Ele teria uma microbateria que seria trocada a cada 2 anos nos hospitais.
Um suposto Comitê Consultivo para o Controle da População ofereceria o implante gratuito para todos os adultos interessados gratuitamente. A justificativa seria por motivos de saúde, pois poderia monitorar o paciente e também de segurança, pois impediria desaparecimento ou sequestro. A fonte original apontada é um desconhecido site italiano.
É sabido que a tecnologia existe e que chips assim já estão disponíveis para os donos de cães e gatos que queiram monitorar o animalzinho. Uma proposta de implantação de chips por questões médicas foi debatida nos Estados Unidos, que chegou a ter um experimento com um grupo reduzido de soldados do exército. Sempre há muita polêmica sobre o assunto justamente por que remete às profecias de Apocalipse sobre a “marca da besta”.
Contudo, a questão que se apresenta é como algo obrigatório para os países europeus entraria em vigor daqui a quatro meses e nenhum órgão de imprensa está debatendo o assunto? Não há nada nos sites dos principais jornais e TVs da Europa. Desde a unificação do continente existe o Parlamento Europeu que debate uma série de assuntos referentes aos países-membros. Uma decisão dessa importância certamente teria de passar por uma aprovação deles em algum momento.
Quem conhece as profecias sabe que a vinda da marca da besta é inevitável, mas não há certeza de como ela será. Poderá sim, ser um chip, mas é altamente improvável que a decisão de marcar todas as crianças do continente nascidas este ano seria anunciada por um site obscuro.
Levando tudo isso em conta, a questão que se apresenta é simples. Podemos acreditar (e compartilhar) tudo que lemos hoje em dia? Claro que não. Ao se deparar com esse tipo de situação restam dois caminhos:
Uma rápida observação se há indícios da fonte original. Se não houver, desconfie. Depois, uma breve pesquisa numa ferramenta de busca deve ajudar a esclarecer os fatos.
A segunda opção, e que parece ser mais comum, é simplesmente ajudar a espalhar, sem se preocupar se é ou não verdade e se está (ou não) ferindo a imagem de alguém, seja de uma pessoa ou dos evangélicos em geral.
O portal Gospel Prime tem um compromisso com a verdade, por isso não publicamos nenhuma matéria sem nos certificarmos antes. Mesmo assim, muitas vezes recebemos “dicas” de leitores para esse tipo de hoax.
Não estamos isentos de falharmos, mas como cristãos acreditamos que não devemos perpetuar uma mentira. Não importa o quão “engraçada” ou “insignificante” ela possa parecer. Afinal de contas “dar falso testemunho”, além de estar previsto no artigo 342 do Código Penal também é proibido por um dos 10 mandamentos.
Nota do Blog Vale a pena verificar as fontes e também e verificar os fatos para não transmitir informações falsas 
Fonte; GospelPrime

30/12/2013

Carta de John Wesley a um pregador preguiçoso



CORK, 17 de agosto de 1760.


Meu caro irmão,
A conversa que tivemos ontem à tarde deu-me muita satisfação. Quanto a alguns boatos que ouvi, (em relação a dissipar os seus haveres e ser perdulário, beber imoderadamente e comportar-se indevidamente para com os pobres habitantes de Silberton), estou convencido de que são equívocos; o que eu suponho é que conversa muito com pessoas descuidadas e insensíveis. E espero que tenha cada vez mais cuidado em relação a todos estes fatos, abstendo-se da própria aparência do mal.

Que nem sempre se aplicou à pregação quando poderia ter feito, você mesmo admitiu, mas parecia determinado a remover esta objeção, assim como a outra, de usar exercícios ou divertimentos que causavam ofensa aos seus irmãos. Creio que igualmente se esforçará para evitar conversas frívolas e levianas, e a falar e se comportar na frente de todos com aquela seriedade e oficiosidade que convém a um pregador do Evangelho.

Claramente, alguns anos atrás, você estava vivo para Deus. Você experimentou a vida e o poder da religião. Não será que Deus pretende que as provações às quais se sujeitou não o trouxessem de volta a isto? Você não pode ficar parado; você sabe que isto é impossível. Você deve avançar ou retroceder. Ou deve recuperar esse poder, e ser um cristão completo, ou em pouco tempo não terá nem poder nem aparência, dentro ou fora.

Radicalmente contrário a ambos é essa capacidade de ridicularizar os outros, torná-los insignificantes, por expor suas reais ou supostas fraquezas. Isto eu seriamente aconselho você a evitar. Prejudica você, prejudica os ouvintes, e enormemente prejudica aqueles que são assim expostos, e tende a torná-los seus inimigos irreconciliáveis. Algumas vezes também tem sido traído por falar o que não era exatamente verdadeiro. Ó, acautele-se disto acima de tudo! Nunca aumente, nunca exagere alguma coisa. Seja inflexível no apego à verdade. Seja exemplar nesse ponto. O que quer que tenha sido no passado, que todos saibam agora que John Trembath abomina a mentira, que ele nunca promete algo que não cumpre, que sua palavra equivale a um compromisso. Peço que seja diligente nisto. Seja exemplo de verdade, sinceridade e simplicidade religiosa.
O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente completo. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso, será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador. Faça justiça à sua própria alma; dê-lhe tempo e meios para crescer. Não passe mais fome. Carregue a sua cruz e seja um cristão no verdadeiro sentido da palavra. E então, todos os filhos de Deus se regozijarão (e não se afligirão) consigo; e, particularmente,
Atenciosamente, etc.
John Wesley

27/11/2013

10 Coisas que os mórmons não falam


Hoje em dia o numero de missionários de tempo completo enviado pela igreja mórmon somam dezenas de milhares. A maioria são jovens na sua adolescência tardia o no inicio dos seus vinte anos, mas a igreja dos mórmons também tem em suas fileiras mulheres jovens e pessoas aposentadas. Os missionarias são fáceis de identificar por suas camisas brancas, seus crachás negros e suas bicicletas. Em alguns lugares onde não possível mover de bicicletas, eles andam.

Nas páginas de um manual de instruções missionárias, contém a meta de um missionário mórmon muito clara "Sua meta é ajudar os investigadores (Pessoas interessadas na igreja mórmon) a converte-se pelo Espirito e ser batizado no reino de Deus(Igreja Mórmon)" (Instruções para discussões, 1986). 

Utilizando uma apresentação sutil e semi-memorizada, os missionária tratam de converse que tua igreja está equivocada. Enquanto eles tentam expor as virtudes de sua igreja. Existem muitos ponto que não estão muito disposto a falar.

As seguintes citações podem ser encontradas em publicações mórmons autenticas. Convidamos os nossos leitores a verificar as nossas fontes para seguração do contexto.

1. Eles são relutantes em dizer que o Deus que eles adoram nem sempre foi Deus.
"Temos imaginado e suposto que Deus era Deus desde toda a eternidade. Rejeito essa ideia, e tirarei o véu, para que você possa ver.(Teachings of the Prophet Joseph Smith, pg.345).

2Eles são relutantes em dizer que eles creem que Jesus Cristo é um espirito irmão de Satanás

"A nomeação de Jesus para ser Salvador do mundo foi contestada por um dos outros filhos de Deus. Ele foi chamado de Lúcifer, filho da manhã. Orgulhoso, ambicioso e avarento de poder e glória, este espírito-irmão de Jesus tentou desesperadamente para se tornar o "Salvador da humanidade." (Milton R. Hunter, Gospel Through the Ages , 15 pg.).

3. Eles são relutantes em dizer que de acordo com o mormonismo, Jesus Cristo era polígamo.
Acho que alguns dos artigos orientais me representam como um grande blasfemo, porque eu disse na minha palestra sobre casamento, em nossa última conferência, que Jesus Cristo foi casado em Caná da Galiléia, que Maria, Marta e outros eram suas esposas, e ela concebeu filhos. " (Orson Hyde, Journal of Discourses 2:210)
"A grande razão para a explosão do sentimento público a considerar anátema para Cristo e seus discípulos, fazendo com que a sua crucificação, foi evidentemente baseado na poligamia, de acordo com o testemunho dos filósofos que se levantaram na época. Uma crença na doutrina da pluralidade de esposas causou a perseguição de Jesus e seus seguidores. quase poderia pensar que eles eram "mórmons" (Jedediah M. Grant, Journal of Discourses 1:346).

4.Eles são relutantes em dizer que pelo menos durante meio século, os líderes da igreja ensinou que Adão foi realmente Deus e o único Deus com quem temos que ver.

"Ouvi agora, ó habitantes da terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai Adão entrou no jardim do Éden, e veio com um corpo celestial, e trouxe Eva, uma de suas esposas, com ele. O ajudou a fazer e organizar este mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião dos Dias, de quem santos homens têm escrito e falado -. Ele é nosso Pai e nosso Deus, e o único Deus com quem temos que ver " (Brigham Young, Journal of Discourses 1:50).

5.Eles vão estar relutantes em dizer que Brigham Young, que dirigia o escritório do presidente da Igreja Mórmon mais tempo do que qualquer outro homem, pensou homens devem praticar a poligamia para se tornar deuses.

"Os únicos homens que se tornam deuses são aqueles que entram em poligamia" (Journal of Discourses 11:269)

6. Eles vão estar relutantes em dizer que o Livro de Mórmon não tem qualquer doutrina Mórmon. Muitas partes desta escritura Mórmon contradiz ainda mais a teologia mórmon.
7. Eles serão relutantes em falar sobre suas cerimônias secretas do templo, que até abril de 1990, descreveram os ministros cristãos como mercenários de Satanás.
Nem vou falar sobre a roupa interior sagrado que estão vestindo o que, acreditam eles, protege atualmente.
8. Eles vão estar relutantes em dizer que os líderes mórmons ter pensado que Jesus foi concebido por uma relação sexual entre Deus e Maria.
".. Como eles são concebidos crianças? Eu respondo como Jesus Cristo foi concebido por seu pai A diferença entre Jesus Cristo e os outros homens é esta:. Nossos pais na carne são homens mortais, que estão sujeitos a morrer, mas o Pai de Jesus Cristo na carne é o Deus dos céus "(Joseph F. Smith, Family Home Evening Manual 1972, pg.125)
"Cristo foi concebido por um Pai imortal da mesma forma que os homens mortais são concebidos por pais mortais." (Bruce McConkie, Mormon Doctrine , pg.547)
9. Eles vão estar relutantes em dizer que eles acreditam que a Bíblia foi corrompida pelos séculos e não pode ser completamente confiável por si só.
"Eu acredito na Bíblia vieram das penas dos escritores originais. Tradutores ignorantes, transcritores descuidados e sacerdotes corruptos cometeram muitos erros "( Teaching of the Prophet Joseph Smith , pg. 327).
"Mas a Bíblia foi roubada de sua veracidade, muitos textos sagrados foram perdidos, outros foram rejeitados pela Igreja Romana, e os poucos que ficaram, foram copiados e recopiado muitas vezes, esto há admitiu, que quase todos os versos foi corrompido e mutilado na medida em que quaisquer dois deles se ler iguais ". (Orson Pratt, The Seer , pg.213).
10. Eles vão estar relutantes em dizer que o livro os mórmons e das Doutrinas e Convênios, Que proclamam serem ambos sagrados e sem erros, se contradizem e um ao outro muitas vezes.
Em verdade, assim diz o Senhor a ti, meu servo Joseph, já que te dirigiste a mim para saber e compreender como eu, o Senhor, justifiquei meus servos Abraão, Isaque e Jacó; assim como Moisés, Davi e Salomão, meus servos, no que diz respeito ao princípio e doutrina de terem muitas esposas e concubinas " 
Por Bill McKeever
Adaptado da Fonte Original em Espanhol traduzido pela Dra Luris González em  Mormonism Research Ministry


11/11/2013

Calvino teria falado em línguas?


Por Silas Daniel
O pastor reformado John MacArthur realizou uma conferência em sua igreja Comunidade da Graça, de Sun Valley, nos Estados Unidos, intitulada “Fogo Estranho” (“Strange Fire”). O foco do evento foi atacar, como um todo, colocando juntos no mesmo saco, os movimentos carismático e pentecostal como um mal para a igreja no mundo, e pregar o cessacionismo, isto é, a crença de que os dons espirituais cessaram, tendo se restringido apenas aos dias apostólicos. O detalhe é que MacArthur convidou pentecostais a virem assistir ao evento para saírem de lá cessacionistas. Mais de 3 mil pessoas participaram, mas parece que o número de pentecostais que aceitou ao tal convite foi muito pequeno. E, pelo menos até agora, não há notícias de algum que tenha eventualmente saído de lá cessacionista.

Um dos pastores reformados dos EUA que defendem a contemporaneidade dos dons espirituais, o pastor Mark Driscoll, tentou distribuir do lado de fora da igreja de MacArthur, aos interessados, exemplares de um de seus livros que trata sobre o assunto. Segundo Driscoll, ele o fez “para enriquecer o debate sobre o tema”, mas seu livro foi impedido de ser distribuído nas proximidades da igreja de MacArthur.

Bem, se MacArthur queria provocar barulho para chamar a atenção das pessoas para o seu novo livro, lançado durante a conferência, e que fala sobre o mesmo assunto e tem o mesmo título (“Strange Fire”), ele parece que conseguiu. A imprensa evangélica nos EUA noticiou bastante o desafio de MacArthur e a reação evangélica nacional a ele. Ele sofreu várias críticas, as quais tentou rebater ontem, em entrevista ao jornal norte-americano The Christian Post. Pretendo postar nesta semana ainda um artigo em cima de suas respostas.

Hoje, porém, gostaria de, na esteira desse assunto, contar uma história bastante interessante. Soube dela há uns três anos, através de um blog norte-americano reformado pentecostal, mas, talvez por falta de oportunidade propícia, nunca contei ela em artigos por aqui. O senhor MacArthur acabou me lembrando dessa história.

Há 38 anos, mais precisamente na sua edição de 24 de março de 1975, o jornal The Paper, uma publicação do Seminário Teológico Gordon-Conwell, nos EUA, trouxe um artigo, na sua página 6, intitulado “Calvin Speaks Unknown Tongue” (“Calvino Fala Língua Desconhecida”), de autoria de Quent Warford.

No referido artigo, Warford começa falando sobre as muitas perguntas que estavam sendo feitas naqueles dias depois da revelação, vinda do Episcopal Divinity School, de que ninguém menos que Teodoro Beza, em um trecho do original em latim de sua conhecida biografia de Calvino, afirma que este teria falado em línguas enquanto orava. Para quem não sabe, Beza foi contemporâneo e amigo dos mais próximos de Calvino – na verdade, um confidente deste. A biografia escrita por seu amigo e confidente Teodoro Beza é intitulada ‘De Vitam Iohannes Cauvin’ (“A Vida de João Calvino”).

Diante da revelação, Warford confessava que “pessoalmente” achava “ridícula” qualquer ideia de que Calvino havia “experimentado a glossolalia” e que, “portanto, a única coisa lógica a fazer era seguir o conselho do meu querido professor de História da Igreja e ir à fonte primária”.

Warford conta que, no começo, teve certa dificuldade de chegar até à obra, porque o volume que supostamente continha as informações de expressões de êxtase de Calvino estava “no Cofre da Sala de Livros Raros da Biblioteca da Episcopal Divinity School” e “entrar no Cofre envolve uma grande dose de burocracia”. Mas, depois de uma ajuda, conseguiu chegar à obra.

Diz Warford que Beza contava que Calvino, em suas orações, falou uma língua desconhecida. E por ser um “linguista habilidoso”, Calvino procurou definir que língua era aquela que falara. “Incapaz de rastreá-la, ele confidenciou a Beza que, embora a linguagem tivesse uma característica hebraica, ele ainda temia que tivesse falado uma 'lingua barbaroum' ["língua bárbara"], ou seja, ele temia ter falado em uma língua maldita, como a que era falada pelos cananeus”.

Warford termina informando que seu colega Ken Macari o ajudou na tradução do latim e que o fato foi narrado por Beza sem muito destaque, “apenas algumas frases em ‘De Vitam Iohannes Cauvin’”. E acrescenta, tentando suavizar a importância do registro: “A preocupação de Calvino era apenas uma questão de linguística. Portanto, não há fonte primária com material suficiente para construir um caso de uma maneira ou de outra”.

Bem, vejamos: Calvino, em suas orações devocionais, falou, estranha e espontaneamente, em uma língua desconhecida por ele, o que o deixou impressionado. Como temia que tivesse falado em uma língua parecida com a de um povo pagão do passado, temeu não ser uma experiência sadia. Em seguida, comentou com seu amigo e confidente Beza, e depois deixou para lá o caso.

Bem, o que vocês acham, queridos leitores? Parece que o grande reformador João Calvino teve uma experiência pentecostal e se afastou dela por medo. Infelizmente. Que pena, Calvino!
(P.S.: Gostaria muito de conhecer o texto original em latim da biografia de Calvino escrita por Beza que se encontra na Biblioteca da EDS. Você também não gostaria? E para quem quiser ler mais sobre essa história, clique AQUIAQUI e AQUI).

04/11/2013

As sandices de John MacArthur



Por Silas Daniel 

Como prometido, segue abaixo algumas reflexões sobe declarações do pastor John MacArthur ao site do The Christian Post, nos EUA, no domingo, 20 de outubro. Os trechos traduzidos da matéria com MacArthur vêm em itálico e minhas observações em texto normal.
 
Para aqueles que disseram que MacArthur está atacando seus irmãos em Cristo, MacArthur respondeu que ele “desejava que pudesse afirmar isso [chamá-los de irmãos]”. [Mas,] Em sua opinião, como ele e seus colegas oradores observaram durante a conferência, o movimento carismático é feito, em grande parte, por “não-cristãos”.

Eu, sinceramente, não me importo se John MacArthur escreve e prega o cessacionismo. E daí? Problema dele. Ele tem todo o direito de fazê-lo. E obviamente também nem me importo de ele fazer uma conferência para defender, entre outras coisas, o cessacionismo. E daí? A igreja dele é pastoreada por ele e ela apóia fielmente o seu líder. Aliás, todos os anos MacArthur faz conferências em sua igreja e o templo desta, com capacidade para 3 mil pessoas, sempre enche, não só de visitantes, mas principalmente com o seu próprio povo, como prova de apoio ao seu líder. Neste ano, não foi diferente.

Os três únicos problemas são que MacArthur fez questão de desafiar publicamente pentecostais tratando-os como hereges; distorceu o próprio ensino pentecostal para asseverar a questão entre continuísmo e cessacionismo como uma doutrina primária, essencial, de suma importância para a saúde da fé de qualquer cristão, e não como uma doutrina secundária; e ainda colocou, no mesmo saco, pentecostais clássicos e neopentecostais. Aí não dá. As críticas que MacArthur sofreu por essa conferência foram justamente relacionadas a esses radicalismos e injustiça.

Em primeiro lugar, pentecostais clássicos têm a Bíblia como a sua única regra de fé e prática, e justamente por isso pregam constantemente contra “novas revelações” que se chocam com a Bíblia ou querem acrescentar algo a ela.

E em segundo lugar, pentecostais clássicos também pregam contra a Teologia da Prosperidade, contra a Confissão Positiva, contra o “cair no Espírito”, contra a “unção do riso” etc, que são desvios neopentecostais.

Como se não bastasse isso, ainda temos que ouvir MacArthur afirmar que acredita que a maioria dos cristãos no mundo que dizem crer na contemporaneidade dos dons espirituais é, na verdade, de “não-cristãos”.
 
“Se a questão [da continuidade ou não dos dons espirituais] não é clara – como alguns estão dizendo –, ela só se tornou clara sob a influência dos falsos mestres? Ficou clara para os apóstolos; ficou clara para os Pais da Igreja Primitiva; ficou clara para os reformadores; ficou clara para os puritanos; ficou clara nos credos, como a Confissão de Westminster; ficou clara para os teólogos reformados como B. B. Warfield; ficou clara para Spurgeon; ficou clara, nos tempos mais modernos, a R. C. Sproul. Terá agora se tornado clara por causa de Aimee Semple McPherson, Jimmy Swaggart, Jim Bakker e Kenneth Copeland? Essa é uma idéia ridícula”.

Não, MacArthur, a não descontinuidade dos dons espirituais se tornou clara para nós pelos próprios apóstolos, pela própria Bíblia Sagrada, a única regra de fé e prática para qualquer crente genuinamente pentecostal. Não há nenhum texto bíblico que diga que os dons espirituais não são mais para os nossos dias.

E a questão ficou clara também para Pais da Igreja e grandes nomes da Igreja dos primeiros séculos como Justino Mártir (100-165), Irineu (115-202), Teófilo de Antioquia (120-186), Tertuliano (160-220), Novaciano (200-258), Gregório Taumaturgo (213-270) e Hilário de Poitiers (300-368), mas, infelizmente, foi renegada pela maioria dos Pais da Igreja do terceiro século em diante como reação aos desvios Montanistas.

Apesar disso, há registros de contemporaneidade dos dons espirituais durante a Alta Idade Média e, depois, entre os valdenses, nos séculos 12 a 15, e com os anabatistas, no século 16; entre os quacres e pietistas, no século 17; na França, entre os Camisardes, chamados de “calvinistas das cavernas”, no século 18; na Finlândia, também no século 18, durante o avivamento que impactou os luteranos naquele país e que ficou conhecido como “Heränneet”; além de entre os Morávios, na República Tcheca, na mesma época. Nos séculos 18 e 19, há ainda registros na Inglaterra, Rússia, Estados Unidos, Indonésia, Escócia, Austrália, Brasil (sim, entre batistas no Rio Grande do Sul, 30 anos antes da chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg), Armênia, Alemanha, África e Noruega, dentre outros países.

A contemporaneidade de todos os dons espirituais, inclusive a glossolalia, foi clara para John Wesley (1703-1791), que a defendeu em carta ao pastor Conyers Middleton (The Works of John Wesley, A Letter to the Rev. Dr. Conyers Middleton, volume 10, pp. 54 a 56). Essa carta pode ser lida clicando AQUI.

A contemporaneidade dos dons espirituais foi clara para o célebre batista inglês F. B. Meyer (1847-1929), sobre o qual o cessacionista Spurgeon disse certa vez: “Ele prega como um homem que viu Deus face a face”.

Ela foi clara para o reverendo R. B. Swan, sua esposa e alguns membros de sua igreja em Providence, Rhode Island, EUA, em 1875, que receberam todos, segundo depoimento do próprio Rev. Swan, a glossolalia. E o que dizer dos relatos e/ou experiências próprias de glossolalia registrados nos séculos 18 e 19 por Thomas Walsh, William Doughty, William Arthur, Horace Bushnell, V. P. Simmons, J. C. Aroolappen e tantos outros?

Em 1801, há 212 anos, nos Estados Unidos, na localidade de Cane Ridge, Kentucky, cerca de 3 mil pessoas, em um acampamento da Igreja Presbiteriana, entraram no que descreveram como “estado de júbilo”, com “centenas” delas “falando em línguas sobrenaturalmente” (Dicionário do Movimento Pentecostal, CPAD, 2007, p. 235).

A contemporaneidade dos dons espirituais foi clara para o célebre evangelista congregacional Dwight Lyman Moody (1837-1899), contemporâneo de Spurgeon e que foi, segundo historiadores, o homem que mais ganhou vidas para Jesus no século 19.

Ela foi clara também para o célebre pregador calvinista congregacional David Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) (Leia AQUI excelente artigo de John Piper a respeito). E nos dias de hoje, a contemporaneidade dos dons espirituais é aceita por calvinistas como Wayne Grudem, J. I. Packer, John Piper, Craig Keener, D. A. Carson, Mark Driscoll, C. J. Mahaney, Tim Keller, Sam Storms, Matt Chandler, Vincent Cheung, James MacDonald, Matt Slick, James K. A. Smith, Johanes Lilik Susanto e Paul Walsher, só para citar os conhecidos. Porém, MacArthur ignora essa gente toda e cita ele e R. C. Sproul como referência sobre o assunto, como que querendo dizer que a teologia dele e de Sproul está acima da de todos estes outros colegas calvinistas. Com todo respeito que possamos ter por MacArthur e Sproul como ensinadores (eu mesmo gosto de muitos textos de Sproul), eles não são melhores teólogos do que muitos daqueles que acabei de mencionar.

E para piorar, MacArthur, ao final de sua fala, cita nomes do pentecostalismo que pregavam heresias ou que caíram em pecado, quando deveria lembrar de pentecostais como Stanley Horton, Anthony D. Palma, William Menzies, David Wilkerson, Roger Stronstad, Myer Pearlman, George Wood etc etc etc, todos seus compatriotas. Já imaginou se cometo o mesmo pecado de tomar todos os reformados por nomes dentre eles que os constrangem justamente por não representarem a maioria dos reformados ou o que pensa os reformados, seja pelo seu ensino ou comportamento? Não seria correto, seria? Seria profundamente desonesto, na verdade.
 
Outra acusação foi que MacArthur e os cessacionistas estão falando de algo que só é verdade para extremistas, lunáticos do movimento, e ele afirma que “obviamente não é verdade”, porque acredita que há erro no movimento carismático que varre todo o movimento. “Noventa por cento das pessoas em todo o mundo ligadas ao movimento carismático apropriam-se do evangelho da prosperidade”, disse ele. “24 a 25 milhões deles negam a trindade, 100 milhões deles são católicos romanos. Esta não é uma franja. Este é o movimento, e está crescendo a uma taxa rápida”, acrescentou.

Se juntarmos todos os católicos carismáticos, os unitaristas e os carismáticos e neopentecostais adeptos da Teologia da Prosperidade ou de outras heresias em todo o mundo, eles provavelmente não chegam sequer a 30% dos mais de 800 milhões de pentecostais no planeta. Colocar todos eles no mesmo saco é de uma irresponsabilidade e insensibilidade enormes. Nas igrejas pentecostais europeias, por exemplo, quase inexiste a Teologia da Prosperidade. E mesmo nos EUA, Brasil e África, onde a Teologia da Prosperidade é forte, há muitos pentecostais que pregam e ensinam contra ela, inclusive a maior denominação pentecostal do nosso país. 
 
“Se os líderes reformados que conhecem a verdade, o Evangelho e a Palavra de Deus não policiarem o movimento, os terroristas espirituais vão dominar”, disse ele.

A moda agora é chamar todo divergente de “terrorista”. Vide Obama, que chamou os parlamentares republicanos mês passado de “homens bomba”, “terroristas” e “incendiários”.

MacArthur já chamou carismáticos de “não-cristãos” e “terroristas”. O que falta agora? “Doentes mentais”? “Demoníacos”?
 
“O movimento carismático tem aberto mais amplamente a porta para o erro teológico do que qualquer outra aberração doutrinária nos dias de hoje”, acrescentou MacArthur, observando que no capítulo 12 de seu livro ele escreveu uma carta aberta a seus amigos continuístas.

O neopentecostalismo é que tem aberto. E mais uma vez ele coloca os males do mundo evangélico na conta dos continuístas de forma geral. É de uma desonestidade enorme. Será que ele não leu nenhum livro da profusão de livros apologéticos pentecostais nos EUA e no mundo combatendo os erros do neopentecostalismo?
 
“Se os dons praticados na igreja carismática de hoje são equivalentes aos descritos no Novo Testamento, então esses dons originais não tinham nada de especial”, disse ele, acrescentando que estes “degradam os verdadeiros dons que Deus deu à igreja do primeiro século”.
Ele acrescentou que o movimento “desonra o Espírito Santo, atraindo pessoas com falsificações, e faz as pessoas pensarem que elas não têm o que precisam, e que há algo lá fora que precisam perseguir”.

Esse foi o argumento mais tíbio de todos. Os dons só seriam extraordinários se ficassem circunscritos à Era Apostólica?

Quanto a eventuais falsificações, MacArthur esquece que falsas e distorcidas manifestações de dons espirituais ocorreram até nos tempos apostólicos, vide, só para citar um exemplo, as orientações de Paulo aos crentes em Corinto sobre desvios nessa área ali.

O que devemos fazer não é negar os dons porque há gente que os perverte, mas orientar em favor das manifestações sadias. Como diz um velho e sábio provérbio latino, Abusus non tollit usum – “O abuso não tolhe o uso”.

Não se joga o bebê fora junto com a água suja da bacia. Não se toma a maioria pela minoria. Não se deve transformar exceção em regra e regra em exceção. Regra é regra, exceção é exceção.

Quanto às declarações de que a contemporaneidade dos dons espirituais “desonra o Espírito Santo” e “faz as pessoas pensarem que elas não têm o que precisam, e que há algo lá fora que precisam perseguir”, trata-se de uma tremenda distorção das coisas:

1) Quem aceitou Jesus como Senhor e Salvador tem tudo o que precisa em termos de Salvação, mas isso não significa que os dons espirituais, que acompanham a Salvação, que são acessórios dela, não são importantes. Os dons (inclusive os espirituais) não são essenciais para a salvação, mas eles são importantes, porque foram dados à Igreja para a sua edificação, para o enriquecimento da vida cristã.

2) Desprezar os dons espirituais é que é negativo, pois é apagar uma ação específica do Espírito Santo em nossas vidas a qual tem por objetivo enriquecer ainda mais o nosso serviço a Deus e à Sua Igreja (1Ts 5.19-21).

3) A Bíblia nos orienta a buscarmos, a perseguirmos, “os melhores dons”, e inclusive menciona o de profecia como um destes melhores (1Co 14.1).
 
MacArthur também apontou para aqueles que são continuístas, auxiliando o problema, porque eles querem dar lugar para o movimento carismático e “não estão ajudando a resolver os problemas de falsa doutrina”.

Pois é, para MacArthur, gente como Wayde Grudem, J. I. Packer, John Piper e o falecido D. Martyn Lloyd-Jones seriam calvinistas que atrapalham, dando oportunidade à expansão da falsa doutrina. E como ele já disse que a maioria dos crentes continuístas é de “não-cristãos”, logo o próximo passo deve ser o Céu só para os cessacionistas. Não sei se ele vai chegar a tanto, mas ele já beira a isso em alguns momentos ao afirmar que seu cessacionismo não é uma questão secundária, mas de suma importância para toda a fé cristã.

Que pena. Em uma época em que os cristãos sérios deveriam se unir para combater males reais e comuns no meio evangélico, alguns deles dirigem seus ataques para o foco errado.

Fonte:CPAD NEWS

14/10/2013

Quem é Jesus ? Ravi Zacharias


Uma ampla pesquisa irá mudar a maneira como percebemos (em grande parte, sem contestação ) o que prevalece na pseudo espiritualizada visão de mundo de nossos dias. O amplo conhecimento de Zacarias, desde o misticismo oriental a sistemas religiosos da New Age e paganismo moderno, é em si não menos impressionante do que seus comentários que discernem sobre o que tudo isso significa para a sociedade moderna e, especialmente, a igreja cristã.

Ravi Zacharias


Frederick Antony Ravi Kumar Zacharias, é evangelista e apologista cristão nascido na Índia, emigrou para o Canadá aos vinte anos e vive atualmente nos EUA. Zacharias preside o Ravi Zacharias International Ministries (RZIM), apresenta o programa de rádio semanal "Let My People Think" e é professor visitante do Wycliffe Hall of Oxford onde leciona apologética e evangelismo.


07/10/2013

Guia Cristão de Leitura Bíblica



Conheça Jesus, os livros da Bíblia, saiba como ensinar a Palavra e ter uma vida cristã cheia de conhecimento. Esta obra o ajudará a descobrir, compreender e aplicar os grandes tesouros e ensinamentos bíblicos:
 Parte 1 - Conhecendo Jesus
Parte 2 - A Bíblia livro a livro
 Parte 3 - Ensinando a Bíblia
Parte 4 - Descobrindo o caminho de Deus
Parte 5 - A vida cristã

 Guia Cristão de Leitura da Bíblia, uma obra singular!

Leia um trecho (Aqui)

Israel relógio histórico e profético da humanidade


O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, fazendo a seguintes afirmações
"No nosso tempo estão sendo cumpridas as profecias bíblicas. Como disse o profeta Amós [9:14-15], Eles construirão de novo as cidades que estavam em ruínas e morarão nelas. Farão plantações de uvas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão as suas frutas. Plantarei o meu povo na terra que lhes dei, e eles nunca mais serão arrancados dali "Gospelmais
Será certo este texto bíblico aplicado a Estado de Israel atual? ou apenas foi uma má interpretação do texto bíblico? Ou realmente ele está correto e sua conclusão?

Amós profetizou em cerca de 760 A.C. O período de Amós foi um período de segurança política para Israel, que se refletiu no orgulho e negligência das classes governantes.
E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto.E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus. Amós 9:14-15
Uma promessa de que Israel seria restaurada à sua terra, que seria reconstruída e prosperaria. Mas isso já aconteceu vejamos quando:

Em 14 de maio de 1948, terminou o Mandato Britânico. O domínio da Grã-Bretanha sobre Israel perdurou por trinta anos (1918-1948). À época, a população judaica na Terra de Israel era de 650 mil pessoas e já formava uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas. Israel já era uma nação em todos os sentidos, faltando apenas a oficialização do Estado. Naquele mesmo dia foi proclamado o Estado de Israel, de acordo com o plano de partilha da ONU (Organização das Nações Unidas) de 1947. Ciro Zibordi
Desde que os judeus foram expulsos de Israel pelos romanos em 70 d.C, eles jamais regressaram até 1948. A restauração de Israel como Estado foi profetizada e cumprida na história recente da humanidade
Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos. Isaías 66:8
 (Leia também Ezequiel 37:1-14, Isaías 60:8)

Podemos então perceber um cumprimento profético no Estado de Israel Apesar de posições contraria a esta (aqui) pregadores e teólogos afirmam ser verdade a afirmação do primeiro ministro israelense, un destes é Charles Spurgeon que fez essa seguinte declaração acerca de Ezequiel 37. 
O significado desse texto bíblico, conforme o contexto revela, é muito evidente. Diante do significado dessas passagens, haverá primeiro uma restauração política dos judeus em sua própria terra e um retorno à sua própria identidade nacional. Em segundo lugar, existe no texto e em seu contexto uma declaração muito clara de que haverá uma restauração espiritual, uma real conversão das tribos de Israel ao Senhor.
Eles haverão de gozar de uma prosperidade nacional que os tornará famosos; mais ainda, serão tão gloriosos que Egito, Tiro, Grécia e Roma esquecerão sua própria glória à luz do grande esplendor do trono de Davi. Se as palavras têm significado real, este deve ser o sentido desse capítulo. Spurgeon 
Israel é o relógio histórico e profético, Uma outra profecia relacionadas à questão do tempo, profecia e cronologia é a das “setenta semanas” em Daniel 9.24-27. Deus diz a Daniel que essas setenta semanas estão decretadas sobre “teu povo” e sobre “tua santa cidade”, isto é, Israel e Jerusalém. 

Conforme o próprio Jesus profetizo acerca deste tempo e do povo Israel 
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. Lucas 21:24

Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.Mateus 24:32

Devemos portanto está seguro que Israel faz parte do plano de Deus e estamos vivendo no final do tempo dos gentios e próximo do arrebatamento da igreja:

Leia também (Mateus 24:15-22 e Romanos 11:25)

por Jefferson Sales 07-10-2013

04/10/2013

Os Fatos sobre o Movimento da Fé


Quais os ensinos fundamentais do Movimento da Fé?

O Movimento da "Fé" acredita que a mente e a língua humanas contêm uma habilidade ou poder sobrenatural. Quando alguém fala, expressando a sua fé em leis supostamente divinas, seus pensamentos e expressão verbal positivos produzem uma "força" supostamente divina que irá curar, proporcionar riqueza, trazer sucesso e, de outras maneiras, influenciar o ambiente. Kenneth Copeland ensina que "a força poderosa do mundo espiritual, o qual cria as circunstâncias que nos rodeiam, é controlada pelas palavras pronunciadas pela boca humana. Essa força vem de nosso interior".[1] Portanto, "não há nada nesta terra tão grande ou poderoso... que não possa ser controlado pela língua... É até possível controlar Satanás, aprendendo a controlar a própria língua".[2]

Segundo os pregadores da "Fé", Deus responde automaticamente e realiza o que ordenamos quando confessamos nossas necessidades e desejos pela fé, de maneira positiva.[3]
Por isso os cristãos devem supostamente aprender a operar seu homem interior ou "homem espiritual" no poder do mundo espiritual, mediante leis sobrenaturais, leis que irão funcionar para qualquer indivíduo, quer crente ou incrédulo.[4]

Segundo observa Charles Capps: "As palavras são a coisa mais poderosa do Universo"; "Isso não é teoria, é fato. É uma lei espiritual"; e: "Esses princípios de fé são baseados em leis espirituais. Eles funcionam para quem quer que aplique essas leis. Você os faz funcionar pelas palavras da sua boca".[5] A não ser que os cristãos obedeçam a essas leis e as apliquem com sucesso, o próprio Deus fica prejudicado em Sua possibilidade de agir na vida deles. Por quê? Porque tanto Deus como os cristãos são limitados por essas leis. Fred K. C. Price e outros ensinam que da mesma forma que o poder de Deus tem origem na fé que Ele exerce nas palavras que profere, o mesmo se aplica aos cristãos.[6] Por exemplo, "Deus criou o universo pelos métodos que você acabou de colocar em prática pelas palavras de sua boca. Deus liberou a Sua fé em palavras".[7]

Isso significa que tanto o homem quanto Deus são limitados em sua capacidade de agir sobrenaturalmente, a não ser que as fórmulas de fé adequadas sejam ditas, permitindo que o seu poder opere.[8] Só quando homens e mulheres imitam a Deus e Suas leis, eles podem realizar milagres.
Por exemplo, "Deus criou o universo dizendo que este viesse a exisitr. Ele deu a você essa mesma habilidade na forma de palavras."[9] Deus é, portanto, um Deus de "palavra de fé", que criou o homem à Sua imagem e lhe deu o potencial de usar o poder que Ele manifestou na criação.[10] "O homem é então um espírito, perfeitamente capaz de operar no mesmo nível de fé que Deus."[11] Como resultado, "você tem o poder de Deus à sua disposição".[12] Tudo isso explica porque a maioria dos pregadores da Fé pensa que o homem é um deus literal – nas palavras de Copeland, um ser "da classe de Deus".[13] Ao imitar o uso das leis cósmicas por Deus, o homem pode realizar atos sobrenaturais como os dEle.
Mas os pregadores da Fé também afirmam haver perigo em tudo isso. Essas leis cósmicas operam indiscriminadamente. Se os cristãos não tiverem cuidado, Satanás pode enganá-los porque tem igualmente condições de operar, usando as línguas de homens da classe de Deus.[14] Por exemplo, a "confissão negativa" – qualquer coisa dita que negue os princípios do Movimento da Fé – permite que Satanás entre na vida dos cristãos e os engane.

Em qualquer caso, até a missão do próprio Cristo é adequada à filosofia da Fé. Por que Jesus veio? Segundo o Movimento da Fé, uma razão da vinda de Jesus foi transformar-nos em "Cristãos da Fé" fortes, que pudessem fazer as coisas que Ele fez – e coisas maiores ainda. Jesus veio a este mundo por causa do poder da palavra proferida por Deus e por causa da fé que Deus tem na Sua fé.[15] De fato, Jesus foi a síntese do verdadeiro homem de "Fé". Ele sabia como usar perfeitamente as leis espirituais do Universo[16] e, portanto, tinha imensos poderes e fazia milagres incríveis. Assim sendo, Jesus foi um exemplo do Homem Bem-Sucedido. Robert Tilton ensina: "Jesus veio para livrar a humanidade do fracasso e nos levar ao sucesso".[17] E: "Deus criou o homem para ter sucesso, mas ele falhou... Deus enviou então Jesus para resgatar-nos do fracasso e restaurar-nos à posição de sucesso... (Por causa do nosso fracasso) Deus preparou um novo plano. Esse plano foi enviar Jesus. Mediante Jesus recebemos força e poder para sermos bem-sucedidos..."[18]

No livro Commanding Power (Poder Que Comanda), Kenneth Hagin Jr. ensina que a expiação de Cristo trouxe aos cristãos o "poder de comandar" ou a habilidade de ordenar que as coisas que nos rodeiam se conformem aos nossos desejos. "Nosso problema é que oramos e confessamos muito, mas não mandamos. É gostoso mandar!... Jesus já pagou o preço para fazermos isso..."[19]
Além disso, na cruz e no inferno, Jesus não só derrotou Satanás e sofreu o castigo pelo pecado, como também levou sobre Si a maldição da lei (Gl 3.12), pagando o preço pelas nossas fraquezas, pobreza e doença, a fim de que cristão nenhum tenha de experimentá-las.[20]
Isso significa que, para o Movimento da Fé, Jesus não é simplesmente nosso Salvador do pecado. Ele é o Redentor da nossa Fé, o exemplo perfeito dos "princípios da Fé" em ação. Como "pequenos cristos" e "pequenos deuses", devemos ser imitadores dEle.

Qual a relação entre os ensinos do Movimento da Fé e a teologia das seitas?

A maioria dos pregadores da Fé afirmou publicamente que não ensina a "Ciência Cristã", "Poder da Mente" ou o "Novo Pensamento".[21] Isso parece indicar que até os próprios pregadores da Fé reconhecem suas similaridades com sistemas heréticos ou, pelo menos, têm conhecimento das acusações feitas por outros.

Não obstante, apesar dos desmentidos, em muitos pontos seus ensinamentos são semelhantes ou quase idênticos aos encontrados nas religiões do "Poder da Mente".[22] Os conceitos de confissão positiva, prosperidade e sucesso, saúde divina, manipulação da criação, negativa sensorial, e rejeição implícita da medicina científica podem ser todos encontrados nas teologias do "Poder da Mente" dos séculos dezenove e vinte, tais como a "Unity School of Christianity" ("Escola Unitária do Cristianismo"), "New Thought" ("Novo Pensamento"), e "Science of Mind" ("Poder da Mente"). [Esses três grupos, juntamente com o Movimento da Fé, também ensinam que a "confissão negativa" pode produzir doenças, tragédia e até a morte.]

De fato, alguns ensinos e práticas contidos no Movimento da Fé também são encontrados em outras religiões e seitas não-bíblicas. Por exemplo, o conceito dos crentes serem "deuses" ou terem poderes divinos é encontrado no mormonismo e no "armstronguismo" (Igreja de Deus Universal – N. R.). A prática de "decretar" a existência de coisas pode ser vista em alguns grupos ocultistas e orientais, tais como a Igreja Universal e Triunfante, e o budismo Nichiren Shoshu.

Talvez seja por isso que o historiador carismático D. R. McConnel documenta tão prontamente a origem pagã do Movimento da Fé através de E. W. Kenyon:

[O Pai moderno do Movimento da Fé, Kenneth] Hagin plagiou E. W. Kenyon, em palavras e conteúdo, na maior parte da sua teologia. Todos os pregadores da Fé, inclusive Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, quer admitam ou não, são filhos e netos espirituais de E. W. Kenyon. Foi Kenyon, e não Hagin, que formulou as principais doutrinas do moderno Movimento da Fé... Os alicerces da teologia de Kenyon foram formados nas seitas metafísicas, especialmente no "Novo Pensamento" (New Thought) e na "Ciência Cristã"... Kenyon tentou forjar uma síntese dos pensamentos metafísico e evangélico... O resultado na teologia da Fé é uma estranha mistura de fundamentalismo bíblico e metafísica do Novo Pensamento.[23]
Por exemplo, considere como as influências das seitas no Movimento da Fé se entrelaçaram na doutrina da cura:
A teologia da cura do Movimento da Fé não está baseada na capacidade de detectarsintomas, mas em negá-los. Os sintomas físicos não são reais. Mas eles irão tornar-se reais se o crente reconhecer a sua existência e deixar de aplicar os princípios da curaespiritual. Só quem não sabe crer em Deus para a cura espiritual irá recorrer à medicina científica. A visão da "Fé" quanto à medicina científica é pagã... e é a mesma visão pregada pelo fundador da metafísica do século dezenove, P. P. Quimby.[24]

Conclusão

Em seu confronto com a Igreja de Roma, Martim Lutero confessou que, a não ser que fosse "convencido pelos testemunhos das Sagradas Escrituras ou razão evidente", ele estava "obrigado pela Escritura" a manter os princípios da Reforma. Não era "seguro nem correto" agir contra a sua consciência nesse aspecto. Para Lutero, a Escritura estava acima de toda experiência e acima de todas as afirmações extra-bíblicas de revelação divina – e, por causa dessa sua posição, a igreja tem uma dívida incomensurável para com ele. Do mesmo modo, ao examinar o Movimento da Fé, só as Escrituras devem ser o nosso padrão – e não a experiência ou novas alegações de revelação divina. (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)


...os pregadores da Fé têm sido hábeis em disfarçar-se de carismáticos... [mas] tanto "as raízes como os frutos" da teologia da Fé são decididamente metafísicos... 
– Hank Hanegraaff - Presidente do Instituto Cristão de Pesquisas nos EUA e autor do livroCristianismo em Crise (citação do Prefácio de "A Different Gospel", edição atualizada, de D. R. McConnell). 

Graças a Deus por mais este trabalho que vem fortalecer a refutação à Teologia da Saúde e da Prosperidade em solo brasileiro. Este livro revela muitas declarações absurdas de vários pregadores da Confissão Positiva nos EUA, mostrando o caráter herético dessa corrente doutrinária. É, sem dúvida, um forte alerta aos crentes no Brasil, para que não venham a seguir o exemplo de tais líderes na outra América.
– Pr. Paulo Romeiro - Presidente do AGIR e autor dos livros SuperCrentes e Evangélicos em Crise.


Notas
  1. Kenneth Copeland, The Laws of Prosperity, 1989, 83.
  2. Copeland, The Power of the Tongue, 1991, 29, 20, 30.
  3. Copeland, The Power, 3, 8, 23; The Image of God in You, 1990, 4-12; You’re Right Standing With God, 1991, 13The Laws of Prosperity, 83.
  4. E. g., Copeland, The Power, 6, 24; The Image of God, 2; Prosperity: The Choice is Yours, 1990, 4-5, 30.
  5. Charles Capps, God’s Creative Power Will Work for You, 1976, 1-2.
  6. Copeland, The Power, 4, 7, 23-24; Prosperity: The Choice, 18; The Laws of Prosperity, 84; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 101.
  7. Capps, God’s Creative Power, 25; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 99; cf. Price, "The Power of Positive Confession", fita cassete Nº 46 (1988), Krenshaw Christian Center, Los Angeles, CA.
  8. Copeland, The Power, 8, 15; The Outpouring of the Spirit: The Result of Prayer, 1991, 19; Our Covenant with God, 1991, 32.
  9. Capps, God’s Creative Power, última capa.
  10. Ibid., 3.
  11. Ibid., 1.
  12. Copeland, The Power, 15.
  13. Copeland, The Power, 8.
  14. Ibid., 8, 21.
  15. Ibid., 10; Copeland, Our Covenant with God, 21, 27.
  16. Copeland, The Power, 16.
  17. Robert Tilton, God’s Laws of Success, 1985, 27.
  18. Ibid., 113.
  19. Kenneth Hagin Jr., Commanding Power, 1984, 12-13.
  20. Copeland, The Power, 10; A Covenant of Blood, 1987; Our Covenant, 28, 33, 37.
  21. E. g., Tilton, Metamorphosis of the Mind, 1987, 18; Savelle, God’s Provision, 19; Osteen, The Confessions of a Baptist Preacher, 1983, 11.
  22. E. g., Savelle, God’s Provision for Healing, 19, 22; Capps, God’s Creative Power, 14-17;Angels, 1984, 84, 127, How to Have Faith in Your Faith, 1986, 129. Changing the Seen, 8-12, passim; Osteen, The Confession, 27-29; K. Hagin, Jr., Commanding Power, Words, 1991, The Key to the Supernatural, 1986, passim; Robert Tilton, Acknowledging Good Things, 7, 55, 65, 89-90, Charting Your Course, 30, 77-78, 81-82, 85, 92-100, God’s Laws, 5, 10, 23, passim. Em comparação, Riches Within Your Reach: The Law of Higher Potential (1976) de Robert Collier, escritor do Novo Pensamento, em muitos pontos não se distingue dos ensinamentos da "Fé".
  23. McConnell, A Different Gospel, 184-186.
  24. Ibid., 154-155.
John Ankerberg é apresentador do premiado programa “The John Ankerberg Show” em rede nacional nos EUA. Ele é orador internacional e diplomou-se em teologia, história da igreja e pensamento cristão.
Fonte:http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_movimento_fe.html

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